Os arquivos evoluíram e se tornaram deslizantes

 em Arquivos deslizantes, Mobiliário Corporativo

Depois de décadas e décadas armazenando enormes quantidades de papel nos chamados arquivos-mortos, os espaços corporativos agora se rendem aos inúmeros benefícios oferecidos pelos arquivos deslizantes. Motivo?

Atualmente, o metro quadrado de um escritório tem custo muito elevado, sem contar a estrutura organizacional enxuta das empresas. Logo, esses modelos surgem como uma ótima solução para resolver a drástica redução do espaço físico disponível, gerando economia financeira para a empresa e conforto para os funcionários, considerando a facilidade de manuseio.

De acordo com o nível de organização da companhia, o modelo deslizante pode gerar uma otimização de cerca de 50% da área ocupada quando comparado aos arquivos convencionais. O resultado imediato é que o espaço disponível para equipamentos, estações de trabalho e circulação cresce. Há ainda o ganho de produtividade, proporcionado pelo acesso mais rápido a informações e documentos.

Formado por um conjunto de estantes que se deslocam sobre trilhos, o arquivo deslizante foi desenvolvido na Europa ainda na década de 60. A grande idéia por trás do sistema é que os vários corredores entre as estantes são substituídos por um “corredor móvel”, que troca de lugar conforme o usuário afasta ou aproxima os módulos. E por ser composto de peças modulares, o sistema oferece grande capacidade de expansão: basta acoplar quantos módulos forem necessários, tanto em relação à largura quanto à profundidade do conjunto.

Para o arquiteto Luciano Martinelli Imperatori, além de auxiliarem na economia de espaço, os arquivos deslizantes agregam, sobretudo, qualidade ao arquivamento de notas e documentos, facilitando a organização da empresa como um todo.

Mas o arquiteto alerta que a concentração de peso é normalmente maior do que quando utilizado um arquivo convencional. Logo, é necessário verificar se a laje do local onde os arquivos deslizantes serão implantados tem previsão de carga suficiente para suportar o peso do arquivamento. Aqui no Brasil ainda não há regulamentação que normalize a fabricação de arquivos deslizantes. Os profissionais seguem princípios internacionais de segurança e funcionalidade.

O arquiteto George Frug Hochheimer destaca que existem desde modelos simples, operados manualmente, com acabamentos lisos e volantes de três pontos, até os mais sofisticados, dotados de alta tecnologia. “Estes têm acionamento eletrônico e podem ser controlados por softwares que gerenciam e comandam a localização do tipo de documento procurado”, descreve.

Hochheimer conta ainda que há arquivos deslizantes equipados com câmeras de segurança e sensores de presença, além de mecanismos capazes de reduzir os esforços por parte do usuário durante o manuseio. “O ponto nevrálgico desses arquivos é a estrutura”, alerta o arquiteto, “a estrutura adequada, feita de material robusto, evita o desalinhamento das peças, problema comum do sistema”, recomenda.

Outro fator importante é que, até há alguns anos, a indústria utilizava poucas opções de acabamento na produção dos arquivos deslizantes. Os modelos mais comuns são os de aço, com corredores entre 1 e 18 m de profundidade. De certa maneira, essa limitação tornava o produto restrito a escritórios convencionais. Hoje, entretanto, já é possível encontrar módulos feitos com materiais variados, que acompanham a comunicação visual e o layout dos ambientes. Alguns recebem até tecido na parte frontal. “Na verdade, tudo vai depender da necessidade ou até mesmo da linguagem corporativa da empresa”, lembra Hochheimer.

Assim, as possibilidades de utilização dos arquivos deslizantes também se tornaram bastante flexíveis, afinal, embora seja mais comum o arquivamento de pastas A-Z, pastas suspensas ou fitas, nada impede que sejam usados para guardar roupas e objetos pessoais.

Fonte: www.permanenza.com.br

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